O hábito da mentira
Até que ponto somos capazes de distinguir
mentira de omissão, ou acreditamos naquela mentirinha porquê nos sentimos
melhor, como quando alguém diz: “Você emagreceu”, e estás prenhe de que aquilo
foi apenas um elogio, mas tomas como verdade.
Dizer a um doente terminal que ele logo se
recuperará faz bem para ambos não? E quem não perdoa uma criança após ter
quebrado um vaso (independentemente do valor monetário), disse que foi o vento
ou algo assim com medo da bronca? Neste último caso, vale uma conversa legal,
bastante amistosa para que a criança não se utilize de artifícios de forma a se
transformar em rotina.
Mentir pode se tornar um hábito perigoso,
pois uma mentira grande precisa de outras pequenas para se sustentar, sabe-se
lá até quando.
Por mais que existam técnicas
faciais/corporais, observação dos tons de voz etc., nunca ninguém será jamais
capaz de entrar na mente humana de tal forma a tomar aquele pensamento (que
pode virar ação), como verdade absoluta.
Mokiti-Okada cita em um de seus escritos:
“Entre as várias espécies de hábito, existe um, pouco percebido que é o da
mentira. O homem moderno mente demais, baseando-se na ideia errônea de que será
bem sucedido. A maioria, acostumada a esse mau hábito, nem sequer toma
consciência de que está mentindo. [...] muitos deles parecem ter perdido a
noção da diferença entre a verdade e a mentira [...] O hábito faz com que o
povo moderno se perca, incapaz de distinguir os limites entre a mentira e a
verdade. [...] Com tantas variedades, [...] podemos afirmar que o mundo é um
complexo de mentiras.”
Ainda com o Filósofo e líder acima: “O desejo
de mentir parte do pensamento otimista segundo o qual é impossível a mentira
vir à luz. [...] Acha-se que existe uma mentira perfeita, tendo como resultado
sinal de inteligência [...] a mentira, mesmo bem pregada, é passageira, estando
sempre sujeita a ser descoberta. Isso acarreta um grande prejuízo a quem mente,
porquê contrariando o seu objetivo primordial, a pessoa se expõe a vergonha de ter o seu crédito destruído
[...]. Pobre homem civilizado, completamente mergulhado no hábito da mentira!”.
Segundo Wanderson Castilho, autor do livro:
“Mentira, um rosto de muitas faces”, todos mentimos várias vezes ao dia, e isso
de forma instintiva, sendo que a maior parte delas são inocentes. Ele
exemplifica que em um dia em que não estamos bem, e alguém nos pergunta por
simples e pura educação: - “Olá, tudo bom?” Você automaticamente responde:
“Olá, tudo bem!”. Por definição, todo e qualquer ser humano mente.
Então seres humanos, vamos tentar pensar
antes de mentir, quero dizer, de falar?

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