quarta-feira, 7 de novembro de 2012

O HÁBITO DA MENTIRA




    
                                                     

                                             O hábito da mentira
   Até que ponto somos capazes de distinguir mentira de omissão, ou acreditamos naquela mentirinha porquê nos sentimos melhor, como quando alguém diz: “Você emagreceu”, e estás prenhe de que aquilo foi apenas um elogio, mas tomas como verdade.
  Dizer a um doente terminal que ele logo se recuperará faz bem para ambos não? E quem não perdoa uma criança após ter quebrado um vaso (independentemente do valor monetário), disse que foi o vento ou algo assim com medo da bronca? Neste último caso, vale uma conversa legal, bastante amistosa para que a criança não se utilize de artifícios de forma a se transformar em rotina.
  Mentir pode se tornar um hábito perigoso, pois uma mentira grande precisa de outras pequenas para se sustentar, sabe-se lá até quando.
  Por mais que existam técnicas faciais/corporais, observação dos tons de voz etc., nunca ninguém será jamais capaz de entrar na mente humana de tal forma a tomar aquele pensamento (que pode virar ação), como verdade absoluta.
  Mokiti-Okada cita em um de seus escritos: “Entre as várias espécies de hábito, existe um, pouco percebido que é o da mentira. O homem moderno mente demais, baseando-se na ideia errônea de que será bem sucedido. A maioria, acostumada a esse mau hábito, nem sequer toma consciência de que está mentindo. [...] muitos deles parecem ter perdido a noção da diferença entre a verdade e a mentira [...] O hábito faz com que o povo moderno se perca, incapaz de distinguir os limites entre a mentira e a verdade. [...] Com tantas variedades, [...] podemos afirmar que o mundo é um complexo de mentiras.”
  Ainda com o Filósofo e líder acima: “O desejo de mentir parte do pensamento otimista segundo o qual é impossível a mentira vir à luz. [...] Acha-se que existe uma mentira perfeita, tendo como resultado sinal de inteligência [...] a mentira, mesmo bem pregada, é passageira, estando sempre sujeita a ser descoberta. Isso acarreta um grande prejuízo a quem mente, porquê contrariando o seu objetivo primordial, a pessoa se expõe  a vergonha de ter o seu crédito destruído [...]. Pobre homem civilizado, completamente mergulhado no hábito da mentira!”.
    Segundo Wanderson Castilho, autor do livro: “Mentira, um rosto de muitas faces”, todos mentimos várias vezes ao dia, e isso de forma instintiva, sendo que a maior parte delas são inocentes. Ele exemplifica que em um dia em que não estamos bem, e alguém nos pergunta por simples e pura educação: - “Olá, tudo bom?” Você automaticamente responde: “Olá, tudo bem!”. Por definição, todo e qualquer ser humano mente.
   Então seres humanos, vamos tentar pensar antes de mentir, quero dizer, de falar?
   

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