sábado, 17 de novembro de 2012

Não sei





  PS: Seus comentários estão carinhosamente guardados no meu e-mail.

   Obrigada! Beijos!


   
  Sentimento sem nome é REALMENTE algo indefinido!
  Qual o significado de “viver e não ter a vergonha de ser feliz?” É sair de madrugada sozinho ou acompanhado para sentir o vento ou a chuva e regozijar-se com as sensações endógenas e exógenas?
  Os “por quês” não me saem da cabeça, mesmo que achemos ter as repostas para tudo, já que isto nos alivia até certo ponto, até certa hora, até certa idade.
  Não há tempo que volte, portanto, queiramos ou não queiramos, vamos viver, vamos conviver, vamos vegetar filhos, nos permitir se as alamedas, vielas e vicinais consentirem.
  Agradeço por saber que meus problemas são zilhões de vezes menor que uma gota d’água comparados aos de alguns dos nossos irmãos que neste mundo sobrevivem.
  Não quero aqui me tornar mais pessimista, pois luto quotidianamente contra esse lado Schopenhaureano que em mim mora; não fosse esta luta, eu não vislumbraria sentido para mais nada. Para acreditar que eu sou o nada e o tudo ao mesmo tempo, para saber, sim, saber e ter a certeza de que amanhã vai ser outro dia. Os pássaros vão cantar, a cadeia alimentar continuará e seguiremos nessa estrada onde já sabemos onde vai dar, apenas não sabemos o que acontecerá de fato neste intervalo entre a vida e a morte.
  Fazemos planos, temos sonhos, realizamos alguns, nos frustramos por vezes por não termos mudado aquele pequeno detalhe quando a vida te deu aquela oportunidade. Desistir nunca meus caros, nunca!
  Os medos nos fortalecem, o mundo fica sujo com os óculos ou janelas embaçadas, vamos limpá-los e auxiliar àqueles que também queiram enxergar mais e melhor, o futuro é agora, não somos os mesmos de cinco segundos atrás, ninguém é dono de ninguém, e ninguém te ama, te odeia ou te suporta como você a você próprio (a).
  Seja o melhor naquilo em que se propuseres, mas não passe por cima de ninguém por isso, queira a brisa, mas também queira sentir o calor antes para aliviar-se com ela. Questione-se sobre o que é esta “palavrinha” chamada FÉ e note que ela não está vinculada à Religião, seja seu próprio mago, contudo, não tentes bancar o vidente.

  

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

O HÁBITO DA MENTIRA




    
                                                     

                                             O hábito da mentira
   Até que ponto somos capazes de distinguir mentira de omissão, ou acreditamos naquela mentirinha porquê nos sentimos melhor, como quando alguém diz: “Você emagreceu”, e estás prenhe de que aquilo foi apenas um elogio, mas tomas como verdade.
  Dizer a um doente terminal que ele logo se recuperará faz bem para ambos não? E quem não perdoa uma criança após ter quebrado um vaso (independentemente do valor monetário), disse que foi o vento ou algo assim com medo da bronca? Neste último caso, vale uma conversa legal, bastante amistosa para que a criança não se utilize de artifícios de forma a se transformar em rotina.
  Mentir pode se tornar um hábito perigoso, pois uma mentira grande precisa de outras pequenas para se sustentar, sabe-se lá até quando.
  Por mais que existam técnicas faciais/corporais, observação dos tons de voz etc., nunca ninguém será jamais capaz de entrar na mente humana de tal forma a tomar aquele pensamento (que pode virar ação), como verdade absoluta.
  Mokiti-Okada cita em um de seus escritos: “Entre as várias espécies de hábito, existe um, pouco percebido que é o da mentira. O homem moderno mente demais, baseando-se na ideia errônea de que será bem sucedido. A maioria, acostumada a esse mau hábito, nem sequer toma consciência de que está mentindo. [...] muitos deles parecem ter perdido a noção da diferença entre a verdade e a mentira [...] O hábito faz com que o povo moderno se perca, incapaz de distinguir os limites entre a mentira e a verdade. [...] Com tantas variedades, [...] podemos afirmar que o mundo é um complexo de mentiras.”
  Ainda com o Filósofo e líder acima: “O desejo de mentir parte do pensamento otimista segundo o qual é impossível a mentira vir à luz. [...] Acha-se que existe uma mentira perfeita, tendo como resultado sinal de inteligência [...] a mentira, mesmo bem pregada, é passageira, estando sempre sujeita a ser descoberta. Isso acarreta um grande prejuízo a quem mente, porquê contrariando o seu objetivo primordial, a pessoa se expõe  a vergonha de ter o seu crédito destruído [...]. Pobre homem civilizado, completamente mergulhado no hábito da mentira!”.
    Segundo Wanderson Castilho, autor do livro: “Mentira, um rosto de muitas faces”, todos mentimos várias vezes ao dia, e isso de forma instintiva, sendo que a maior parte delas são inocentes. Ele exemplifica que em um dia em que não estamos bem, e alguém nos pergunta por simples e pura educação: - “Olá, tudo bom?” Você automaticamente responde: “Olá, tudo bem!”. Por definição, todo e qualquer ser humano mente.
   Então seres humanos, vamos tentar pensar antes de mentir, quero dizer, de falar?