"Omni lupus omni", ou "O Homem é o lobo do próprio Homem", ilustra a obra "Leviatã". Leviatã é um ser bíblico, o mais forte de todos, cruel e invencível. Na obra de Hobbes, o monstro é simbolizado como o poder do Estado absoluto.
Insatisfeito com os autores de seu tempo, Hobbes procurou aplicar o método dos geômetras em sua filosofia política. Com isso acreditou ser possível criar uma verdadeira ciência política.
Deixarei alguns trechos da obra, que inclusive, indico.
Em seu livro fala também sobre o amor, e desperta amor e ódio em quem o lê, a exemplo do seu cap. VI: Da origem interna dos movimentos voluntários vulgarmente chamados paixões: e da linguagem que os exprime", onde o mesmo despeja que o que os homens desejam se diz também que o amam, e que odeiam aquelas coisas pelas quais sentem aversão. De modo que o desejo e o amor são a mesma coisa, salvo que por desejo sempre se quer significar a ausência do objeto, e quando se fala em amor geralmente se quer indicar a presença do mesmo.Também por aversão se significa a ausência, e quando se fala de ódio pretende-se indicar a presença do objeto.
Hobbes foi categórico para a época e está aí mais um dos caras que admiro!
"Paixões simples chamadas apetite, desejo, amor, aversão, ódio, alegria e tristeza recebem nomes diversos conforme a maneira como são consideradas. Em primeiro lugar, quando uma sucede à outra, são designadas de maneiras diversas conforme a opinião que os homens têm da possibilidade de conseguirem os que desejam, Em segundo lugar, do objeto amado ou odiado. Em terceiro lugar, da consideração de muitas delas em conjunto. E em quarto lugar, da alteração da própria sucessão.O apetite, ligado à crença de conseguir, chama-se esperança.O mesmo, sem essa crença, chama-se desespero.A opinião, ligada à crença de dano proveniente do objeto, chama-se medo.A coragem súbita chama-se cólera. A esperança constante chama-se confiança em si mesmo.O desespero constante chama-se desconfiança em si mesmo.A cólera perante um grande dano feito a outrem; quando pensamos que este foi feito por injúria,chama-se indignação.O desejo do bem dos outros chama-se benevolência, boa vontade, caridade. Se for do bem do homem em geral, chama-s e bondade natural"
'Portanto o prazer (ou deleite) é a aparência ou sensação do bem, e desprazer ou desagrado é a aparência ou sensação do mal. Consequentemente, todo apetite, desejo e amor é acompanhado por um deleite maior ou menor, e todo ódio e aversão por um desprazer e ofensa maior ou menor.Alguns dos prazeres ou deleites derivam da sensação de um objeto presente, e a eles pode chamar-se prazeres dos sentidos (a palavra sensual, tal como é usada apenas por aqueles que condenam esses prazeres,só tem lugar depois de existirem leis). Desta espécie são todas as onerações e exonerações do corpo, além de tudo quanto é agradável à vista, ao ouvido, ao olfato, ao gosto e ao tato. Há outros que derivam da expectativa provocada pela previsão do fim ou conseqüências das coisas; quer essas coisas agradem ou desagradem aos sentidos, que são os prazeres do espírito daquele que tira essas conseqüências, e geralmente recebem o nome de alegria. De maneira semelhante, alguns dos desprazeres residem na sensação, e chama-se-lhes dor; outros residem na expectativas de consequencias e chama-se -lhes tristeza ''
Thomas Hobbes deixou claramente sua visão política no livro Leviatã, sendo conceituado de contratualista e defensor do absolutismo. Hobbes possuía uma visão cética e racional, em ralação ao homem e a sua natureza sociável.
Também podemos dizer que a grama do vizinho é sempre mais verde?